| Obras
da Soletrol para Companhias de Energia
Veja
abaixo alguns dos projetos dos quais a Soletrol forneceu
soluções para aquecimento de água,
tecnologia, serviços de engenharia e instalação.
AQUECIMENTO SOLAR DE ÁGUA PARA RESIDÊNCIAS
DE BAIXA RENDA - CONTAGEM/MG (ELETROBRÁS/PUC)

Aquecedores Solares Soletrol no Conjunto Sapucaias,
em Contagem-MG
Em
Minas Gerais , na cidade de Contagem, um projeto da
Prefeitura local, em parceria com a Eletrobrás
e a PUC-MG instalou há 5 anos, através
da Soletrol, 100 aquecedores solares de água
de 200 litros cada, com sistema de complementação,
através de sistema elétrico acoplado ao
reservatório térmico e sem o uso de chuveiros.
Este projeto foi a primeira implantação
em maior escala junto a núcleo habitacional feita
no Brasil e forneceu dados necessários que viabilizaram
a inclusão dos aquecedores solares ao PEE da
Aneel.
Segundo
Elizabeth Pereira, do Grupo de Estudos de Energia da
PUC-MG: ‘ no início não se acreditava
na viabilidade do projeto, pois imaginava-se que este
tipo de energia só atendia às classes
A e B. Obviamente é necessário um momento
de convencimento e demonstração da tecnologia,
mostrando como se usa a resistência complementar
e enfatizando a economia que o sistema dá ao
final de cada mês na conta de luz ’.
A
redução média em kWh foi de até
40% e a economia na conta de luz chegou aos 60%. Os
moradores de Contagem não se imaginam mais vivendo
sem o aquecedor solar. Além da fácil manutenção,
a economia no bolso do consumidor de baixa renda fala
mais alto que qualquer outro argumento.
A
pesquisadora Márcia Ribeiro, que acompanhou o
projeto, enfatiza que para massificar o uso do aquecedor
solar no Brasil não é preciso muito. Basta
boa vontade do governo em estender linhas de crédito
e financiamento para a população de baixa
renda adquirir o equipamento ou então buscar
parcerias entre as empresas e concessionárias
de energia, buscando uma equação que beneficie
a todos. Já que a inadimplência é
um grande problema para as concessionárias e
baratear os custos do equipamento não é
fácil para os fabricantes.
AQUECIMENTO SOLAR DE ÁGUA PARA RESIDÊNCIAS
DE BAIXA RENDA: BAIXADA FLUMINENSE/RJ (LIGHT)

Este
projeto é o mais importante já implantado
no Brasil. A LIGHT, maior companhia distribuidora de
energia elétrica do estado do Rio de Janeiro
e uma das três maiores do país, proporcionou
junto com a SOLETROL um importante marco na história
do aquecimento solar brasileiro. Foram fornecidos e
instalados 2.300 aquecedores compactos de 200 litros,
que totalizaram 460.000 litros diários em residências
de baixa renda e habitações de interesse
social dentro da área de concessão da
LIGHT, sendo que a maioria dos consumidores de energia
elétrica contemplados neste grandioso projeto
está localizada na Baixada Fluminense. O fornecimento
faz parte do Programa Nacional de Eficiência Energética
regulamentado pela Aneel – Agência Nacional
de Energia Elétrica. Nestes programas, os concessionários
e permissionários do serviço público
de distribuição de energia elétrica
estão compromissados a elaborar e implantar projetos
de eficientização energética, e
um dos vários modelos possíveis é
exatamente a substituição de chuveiros
elétricos por aquecedores solares de água.
A meta da empresa é a redução da
inadimplência muito alta na localidade e a eliminação
de ligações clandestinas. Além
disso, o projeto promoveu a capacitação
da população local, principalmente jovens,
para aprenderem junto à empresa fornecedora do
equipamento, cursos de capacitação em
instalação de aquecedores solares. Cerca
de 30 jovens se formaram no curso oferecido pela SOLETROL
e já estão atuando no mercado de trabalho.
Além do fornecimento dos produtos, a SOLETROL
participou em fases importantes do projeto. Antes da
entrega do aquecedor solar, houve uma fase preliminar
de avaliação das edificações
dos clientes. Depois de aprovado tecnicamente, o equipamento
foi entregue, instalado e o cliente recebeu instruções
de uso do aquecedor solar. Existe ainda uma garantia
de peças de reposição, assistência
técnica local e call center para dúvidas
e solicitações dos clientes. O projeto
já proporcionou uma economia de 30% na conta
de luz da população. Além disso,
todos são unânimes em elogiar a facilidade
de manutenção do equipamento. Segundo
a coordenadora do Projeto Light, Ana Claudia Marques:
‘ é fundamental pensar em políticas
públicas voltadas para a energia renovável
junto a população de baixa renda, fazendo
um trabalho de conscientização sobre o
meio ambiente e também colaborando com a concessionária
pois diminui a demanda no horário de pico. Aos
municípios cabe pequenas mudanças nos
códigos de obras e cadernos de exigências,
inserindo aquecedores solares nas edificações
novas. A adoção de energias renováveis
é campo vasto para geração de novos
empregos nas indústrias, no comércio e
nos serviços’ . Baixada Fluminense / RJ

A
visão da Light, no que se refere ao verdadeiro
sentido da eficiência energética, vai de
encontro ao pensamento da Soletrol, como o desenvolvimento
de projetos para reduzir o consumo de energia das comunidades
carentes visando adequar o orçamento familiar
ao valor da conta; implementação de projetos
que gerem renda para as comunidades carentes; estabelecimento
de parcerias estratégicas para o desenvolvimento
de projetos de eficiência energética; implementação
de casos de sucesso que tenham replicabilidade. Para
a Light os ganhos que se alcançam com essa visão
são, nas palavras de sua diretora de relações
institucionais e superintendente de projetos especiais,
Marina Godoy (2005):
Redução
dos custos com energia.
Redução
do impacto financeiro advindo do aumento das tarifas.
Incorporação
de novas tecnologias.
Melhoria
de processos e de produtos.
Maior
competitividade dos produtos.
Complemento
à ação de responsabilidade ambiental
da empresa.
Este
projeto é considerado a maior instalação
brasileira em um único projeto e é um
exemplo claro de como o aquecimento solar está
muito mais próximo da grande população
brasileira do que se imaginava. Água quente aquecida
por energia solar hoje é uma realidade para qualquer
cidadão e uma importante contribuição
para a equalização dos vários problemas
do setor elétrico do Brasil.
INDÚSTRIA: SANOFI-AVENTIS/SP (BANDEIRANTE ENERGIA)

Na América Latina, a Sanofi-Aventis está
hoje situada entre as primeiras no ranking, com um faturamento
de aproximadamente US$ 800 milhões por ano, atuando
em 40 países. As operações da empresa,
na América Latina, são coordenadas pelo
seu escritório regional, em São Paulo
(Brasil). A empresa possui 5 unidades de produção,
distribuídas pelos seguintes países: Brasil,
Venezuela, Guatemala, México e Argentina. A América
Latina representa 4,7% do faturamento global da companhia.
Conta com 1.600 funcionários no Brasil e concentra
toda a produção em sua fábrica
de Suzano, que abastece o mercado brasileiro, países
do Mercosul e parte dos países da América
Latina.
A
área de coletores solares proposta foi de 142,20m
2 com o modelo Max alumínio 1.6 que possuem selo
Procel de eficiência energética de 59,7%
e produção energética mensal de
127,4kWh.
A
capacidade de armazenamento total fornecida foi de 9.000
litros. Os reservatórios térmicos Soletrol
são fabricados em cobre ou aço inox com
acabamento externo em alumínio e ainda possuem
pés em material termoplástico resistente,
que possibilitam a colocação sobre suporte
exclusivo, estando isentos de ferrugem. Podem ser instalados
ao lado ou embaixo da caixa d' agua e em desnível
com os coletores solares, pois possuem a tecnologia
"Horizontal de Nível", patente requerida
de uso exclusivo da Soletrol, que facilita a instalação
em telhados mais baixos, reduzindo os custos de obra
civil.
Em
se tratando de uma indústria farmacêutica,
os cuidados com a higiene não constam apenas
dos itens habituais do dia-a-dia de qualquer empresa.
É norma rígida a ser seguida por todos
os seus funcionários. O banho, para os funcionários
Sanofi-Aventis, não significa apenas um hábito
de higiene pessoal e sim um dos inúmeros processos
de qualidade da empresa para a correta manipulação
de medicamentos.
Dentro
deste importante contexto, a BANDEIRANTE ENERGIA em
parceria com a Soletrol, elaborou projeto para o fornecimento
de uma instalação para 9 mil litros de
água composta de 90 coletores ( 142 m² de
área) instalado na Sanofi-Aventis, em Suzano
- São Paulo.
O
objetivo do projeto, além da questão da
higiene foi o combate ao desperdício e promoção
do uso racional de energia elétrica para o aquecimento
de água. Foram substituídos 50 chuveiros
com potência de 6.000 watts cada, que atendem
aos funcionários. São 300 banhos diários.
Outro importante benefício, específico
neste projeto, foi a possibilidade da empresa não
ultrapassar a demanda contratada com a companhia de
energia no horário de ponta, possibilitando a
tranqüilidade de não necessitar mais desse
controle que, anteriormente, para evitar a cobrança
de altas multas, chegava a causar a paralisação
de algumas áreas de produção.
O
cenário futuro para o projeto na Sanofi-Aventis
é de uma economia de energia de 76,65 MWh/ano
e de uma demanda retirada da ponta de 90kW. Além
da eficiência energética, outros benefícios
são acarretados como a redução
nos custos de manutenção do cliente, aumento
do conforto do usuário com banho à mesma
vazão e temperatura o ano inteiro, satisfação
do cliente pela economia em sua conta de energia elétrica,
postergação de investimentos no sistema
de distribuição, maior vínculo
com o mercado e valorização da imagem
da empresa.
ENTIDADE BENEFICENTE: CASA NOVO AMANHECER/SP (AES ELETROPAULO)

Inúmeras entidades beneficentes que trabalham
para a recuperação de jovens dependentes
químicos têm surgido pelo país.
Muitas destas entidades são subsidiadas por empresas
ou organismos estaduais e federais, não é
o caso da Casa Novo Amanhecer. Esta entidade é
uma obra filantrópica missionária de Assistência
Social fundada em 2000, com a finalidade de recuperar
viciados em drogas e álcool, todos vindos de
classe social de baixa renda que não podem contar
com os tratamentos de custo elevado, o que normalmente
acontece nas clínicas de desintoxicação.
A
Casa de Recuperação Novo Amanhecer está
localizada dentro da área de concessão
da AES Eletropaulo. Esta entidade cuida de 90 pessoas
sem nenhum tipo de recurso, pois vive de doações
dos familiares dos internos, doações voluntárias
e contribuição dos dirigentes, sendo assim
não distribui lucros, nem remuneração
a diretoria. Os monitores são todos colaboradores
que não recebem remuneração de
espécie alguma. Cuidar de 90 pessoas com problemas
que envolvem os mais diversos tipos de drogas já
não é fácil com recursos mínimos
de higiene, imagine sem eletricidade?
As
condições precárias da entidade,
levaram a AES Eletropaulo em parceria com a Soletrol,
a não só regularizar o fornecimento de
energia (não existia nem poste para a ligação
da rede pública na localidade), como também
a instalação de um sistema de Aquecimento
Solar com capacidade para 7.500 litros de água
e 60 coletores ( 95 m² de área).
O
equipamento da Soletrol servirá para aquecer
a água dos chuveiros daquela instituição,
bem como para a cozinha do refeitório que oferece
três refeições diárias, trazendo
não somente o conforto de um banho quente como,
principalmente, uma higienização adequada
para as pessoas ali atendidas devolvendo à elas
a dignidade destruída pela droga e a possibilidade
de sentirem-se aptos a retornar à sociedade,
não simplesmente como pessoas, mas como cidadãos.
EMPRESA DE ENERGIA: RECAP/SP (PETROBRÁS)

Ao
se tornar uma empresa de energia, a Petrobras incorporou
em seus negócios decisões de extrema relevância
para viabilizar empreendimentos em energias renováveis.
Definiu aplicar 0,5% do total dos seus investimentos
em projetos de energia renovável, admitindo nesses
empreendimentos taxas internas de retorno menores que
as convencionalmente praticadas, para atingir a meta
de chegar a 2010 com 10% da energia elétrica
para consumo próprio sendo produzida a partir
fontes renováveis.
A
partir desta decisão, a Gerência de Energia
Renovável, subordinada à Gerência
Executiva de Conservação de Energia, Energia
Renovável e Suporte ao CONPET, ligada à
Diretoria de Gás & Energia da Petrobras,
constituiu uma carteira de empreendimentos em Energias
Renováveis, criando dentro desta o "Programa
Petrobras de Energia Termo-Solar". Esta atividade
identificou várias oportunidades para aplicação
de aquecimento termo-solar de água em unidades
operacionais da empresa. "Foi realizado um amplo
levantamento de sistemas (elétricos e à
base de GLP) para aquecimento de água, passíveis
de substituição por energia solar.
Um
dos mais significativos foi desenvolvido pela Soletrol
e inaugurado em maio de 2004, na RECAP - Refinaria de
Capuava, Mauá (SP) com a implementação
de um sistema para fornecer 10.000 litros de água
quente por dia para o restaurante da unidade. O sistema,
segundo a empresa, beneficiou 1.000 usuários/dia.
Com um investimento em torno de R$ 100 mil, o sistema
solar de aquecimento da água do restaurante da
RECAP substituiu parcialmente o existente, à
base de GLP. Foram instalados 115 coletores solares
certificados pelo INMETRO, totalizando 182 m² e
proporcionando uma capacidade instalada de 127,4 kW.
Constaram também do sistema, dois reservatórios
térmicos, com capacidade unitária de 5
mil litros.
O
sistema funciona com dois tipos de aquecimento complementares:
elétrico e à base de GLP, acionáveis
seqüencialmente quando não for possível
atingir a temperatura de consumo com a radiação
solar normal. Utilizando a energia complementar com
instrumentação eletrônica foi possível
programar para que essa seja acionada somente em horários
pré-determinados, e/ou quando houver necessidade
de mais aquecimento da água, contribuindo assim
para uma maior eficiência global do sistema.
No
projeto da RECAP a participação média
do sistema de aquecimento solar é de 77,8% do
total de energia para o aquecimento de água no
restaurante. A redução no consumo anual
de energia elétrica equivalente foi de 94,7 MWh
(economia de R$ 12.000/ano em valores monetários
atuais), energia suficiente para atender 52 residências
que consomem 150 kWh/mês.
Os
bons resultados obtidos estão estimulando a Petrobras
a prosseguir com os projetos de sistemas de aquecimento
termo-solar. O uso da energia solar para geração
térmica é uma tecnologia limpa ainda pouco
explorada no Brasil, apesar de apresentar grande potencial,
em função das características climáticas
brasileiras e pelos resultados expressivos obtidos nos
projetos que estão sendo implementados.
|